Jose Antonio Lourenço Jose Antonio Lourenço, Transferindo para o Céu bens de ordem espiritual

Transferindo para o Céu bens de ordem espiritual

Construindo a nossa eternidade (3ª parte)

Em “Construindo a eternidade – parte 2” estudámos como transferir bens materiais para o Céu. Na terceira parte desta serie vamos estudar como transferir para o Céu bens espirituais. Convém lembrar que os bens espirituais são mais valiosos que os materiais.

Construimos a eternidade fazendo o bem

«E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.» (Gál. 6:9-10)

Embora já me tivesse referido a boas obras quando falei das ofertas alçadas, da beneficência e das esmolas aos pobres na parte 2, agora refiro-me a boas acções como bom comportamento, boas palavras, levar as cargas uns dos outros, fazer o bem sem olhar a quem. As nossas boas obras como cristãos são jóias que juntamos no Céu. Não são base para a salvação mas contribuem para o nosso galardão no Céu.

Como está escrito, «…​que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos, entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro,…​» (1 Tim. 6:18-19). «Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.» (Efs. 2:10) A Bíblia diz ainda que a salvação tornou-nos «…​povo seu especial zeloso de boas obras.»

As boas obras que nós praticamos como cristãos são a matéria-prima do nosso galardão (Apo. 20:12). É curioso que Deus se mostra muito atento a todas as boas obras que fazemos como seus filhos (Isa. 58:7; Apo. 2:9-19; 3:1-15). Em todos estes textos diz «…​Eu sei as tuas obras.»

A Bíblia diz que Deus regista tudo (Apo. 20:12) - até as nossas palavras, boas ou más (Mat. 12:36). Por isso precisamos seguir a regra áurea: «E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.» (Gál. 6:9-10)

Melhor que um rico caixão, melhor que um funeral com muita gente e muitas flores, é morrermos no Senhor cheios de boas obras!

A Bíblia diz: «Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham» (Apo. 14:13).

Construimos a eternidade com as nossas orações (Mat. 6:6)

As nossas orações, feitas ao Pai celestial em Nome de Jesus Cristo, entram no Céu e têm um valor incalculável. Não se perdem, não se esfumam, não entram no esquecimento. As nossas orações são guardadas no Céu em salvas de ouro e são comparadas ao incenso (Apo. 5:8) Não estão mortas, inactíveis, mas continuam fazendo parte do culto ao Senhor Deus. (Apo. 5:8; 8:3-4; 14:2) Parece que elas até fazem parte do ambiente no Céu e do culto contínuo ao Senhor - isto é profundo demais para a nossa mente!

Sabemos que as orações de Cornélio, ainda não sendo cristão, subiam ao Céu e estavam em memória diante de Deus (At. 10:4, 31). A nossa vida de oração está construindo a nossa eternidade. Diariamente estamos enviando remessas de louvor, de adoração, de petições e intercessões. Nada se perde! O sistema de e-mail divino é perfeito e superior para receber e arquivar tudo.

As salvas de ouro estão se enchendo e cada um que ora está no processo. Como no Céu tudo é eterno, as orações terão efeito eterno. Os nossos «Aleluias» estão lá! A nossa adoração está lá! O nosso louvor está lá. Vamos orar mais, louvar mais e adorar mais. Construamos a nossa eternidade com as nossas orações.

Vamos construir a nossa eternidade com os efeitos das circunstâncias

«Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória» (2 Cor.4:17).

Com sabedoria, podemos usar as circunstâncias, mesmo as adversas, fazendo-as trabalhar para nós e contribuir com valores para a nossa eternidade.

O sofrimento por causa de Cristo (Mat. 5:11-12)

Sofrer pela nossa fé em Cristo ou por seguir a Cristo produz pepitas de ouro na nossa coroa no Céu. Todos os que foram mártires ao serviço de Deus têm coroas especiais no Céu. Os primeiros mártires Estêvão e Tiago e depois os muitos milhares que foram mortos pelas perseguições romanas e pela inquisição movida pelo catolicismo romano são pessoas muito especiais na eternidade e recebem o galardão de mártir. Outros não chegaram tão longe mas sofreram com a hostilidade das suas famílias, vizinhos, colegas de trabalho e do mundo em geral - esses são todos «bem-aventurados» (Mat. 5:11-12).

Todo o sofrimento por Cristo vai ser trocado por glória no Céu (Rom. 8:17-18). O nosso sofrimento por Cristo irá determinar a nossa posição no reino do Céu.

As tribulações e aflições da nossa vida cristã enriquecem a nossa eternidade

«Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória muito excelente» (2 Cor. 4:17).

As tribulações e aflições do crente fiel não acontecem por acaso. Elas desempenham um papel importante na caminhada para o Céu e acumulam glória. São excelentes meios de transferir valores espirituais para a eternidade.

As tribulações em si são dolorosas. A palavra vem de «trilho», instrumento utilizado para retalhar a palha e separar o grão de trigo. Nós somos como o trigo, enrolado e escondido em muita palha. A palha tem pouco valor e até serve de estorvo à transformação do trigo em pão. A bíblia diz: «A sua pá ele tem na mão para limpar bem a sua eira, e recolher o trigo ao seu celeiro; mas queimará a palha em fogo inextinguível» (Luc 3:17).

As tribulações são usadas por Deus para extrair o trigo da palha que há em nós.

Por isso está escrito: «…​ exortando-os a perseverarem na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus.» (Ats 14:22)

Precisamos sabedoria e discernimento espiritual para extrairmos das nossas tribulações, valores espirituais para a eternidade, dando glória a Deus (Rom. 5:3; Apo. 2:10).

As nossas tribulações são um meio eficaz de construir a nossa eternidade!

Publicado em 2017-07-26

Para Trás

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