Jose Antonio Lourenço Jose Antonio Lourenço, Os Dois Polos da Justiça Divina

Os Dois Polos da Justiça Divina

Mar. 16:15-16

«E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer será salvo e quem não crer será condenado.»

Introdução

Os dois pólos da justiça divina, encontrão-se no Calvário. O Calvário que salva, é também o Calvário que condena. Por causa do que aconteceu no Calvário é justo serem salvos os que crêem e aceitam e também será justo serem condenados os que não crêem e rejeitam.

Jesus disse que o evangelho que salva, é também o evangelho que condena (Mar. 16:15-16): «E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado».

Deus não quebra a sua justiça, quando condena os pecadores que não se quizeram arrepender, ao inferno - a condenação será um acto de justiça.

Deus não quebrará a sua justiça, quando levar os pecadores arrependidos para o Céu - a salvação será um acto de justiça divina.

Analizemos os dois pólos da justiça divina que se unem no Calvário

Calvário aconteceu para salvar-nos, mas é justo «…​que quem não crer seja condenado.»

A condenação representa castigo - é o resultado da vida pecaminosa das pessoas.

Deus criou-nos, deu-nos a vida, para O amarmos, para O servirmos, para sermos santos e bons. Para obedecermos às sua leis, para nosso bem.

Começando com Adão e Eva, cada um de nós se desviou pelos seus caminhos, deixamos enganar-nos pelo diabo e fomos desobedientes e rebeldes, voltando as costas a Deus. Tornamo-nos idólatras, criando os nossos próprios deuses e prestamos-lhes culto que pertence somente a Deus.

À semelhança dos dias de Noé, a humanidade tornou-se materialista, imoral e perversa!

A descrição que Deus faz da humanidade pelo Apóstolo Paulo é aterradora - veja-se Rom. 1:21-32.

Esta gente fez tudo isto consciente e de sua livre vontade: Sabendo que o roubo era errado, roubaram. Sabendo que a mentira era má, mentiram. Sabendo que a prostituição e o adultério estavam errados, praticavam estes actos. A condenação destas pessoas é justa.

Deus dá-nos a vida, a respiração e o sustento e nós vivemos para pecar contra Ele! Se Deus recebesse tais pecadores no Céu, fariam do Céu um inferno, como o mundo actual está.

A bíblia diz: Cadas um será julgado pelas suas obras. Logo a condenação é justa, porque é merecida. Mas há uma segunda razão pela qual a perdição dos pecadores é justa.

A condenação é justa porque Deus deu uma oportunidade extrordinária para as pessoas se salvarem

Deus deu-nos Seu Filho para ganhar a nossa salvação e mandar oferecê-la a todos os pecadores que se quizessem arrepender. A Bíblia diz em João 3:16: «Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.»

Em Actos 3:19 , pode-se ler: «Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor.»

Em Marcos 16:15-16 está escrito: «E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.»

A verdade triste e absurda é que as pessoas rejeitam, recusam e desprezam o evangelho com a salvação! As pessoas não querem ser salvas. Deus oferece o perdão e as pessoas não querem! Jesus amou-nos ao ponto de dar a sua vida por nós na cruz do Calvário, para perdoar os nossos pecados, mas as pessoas rejeitam!

É justo essas pessoas serem condenadas. Deus não exige dinheiro, não exige força ou inteligência. Não exige graus académicos. Ele pede apenas que nos arrependamos e voltemos para Ele. No entanto as pessoas não querem arrepender-se nem voltar para Deus, mas continuam a desfrutar da vida e dos recursos que Deus lhes dá.

O Profeta Isaías lamentou (Isa.30:15): «Porque assim diz o Senhor JEOVÁ, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em repousardes, estaria a vossa salvação; no sossego e na confiança, estaria a vossa força, mas não a quisestes.»

Jesus chorou sobre Jerusalem dizendo: «…​e tu não quizeste.»

A Bíblia diz que no juízo Final, todos vão ficar mudos. Ninguém terá argumentos para apresentar contra Deus na condenação. Ninguem tornará culpas a ninguem.Todos dirão: Porque que é que eu não quiz!?

Um dos pólos da justiça de Deus, está no Calvário, porque é por causa das pessoas rejeitarem o Calvário que vão ser condenadas.

O outro pólo das justiça de Deus no Calvário está na salvação

A salvação é um acto da justiça divina. É justo sermos salvos. * Em primeiro lugar, porque Cristo morreu pelos nossos pecados. A Bíblia diz (1 Pedro 3:18): «Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus».

Os nossos pecados, a nossa dívida para com Deus, não desapareceram por um truque ou uma falsa medida. Não houve um golpe de magia para sermos salvos.

Os nossos pecados foram realmente perdoados e a nossa dívida foi realmente paga, porque Jesus Cristo morreu realmente na cruz e derramou realmente o seu precioso sangue purificador.

A Bíblia diz em 1 Cor. 6:9-11: «Não sabeis que os injustos não hão-de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus. E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.»

O Senhor Jesus que nunca pecou, deu a sua vida na cruz pelos nossso pecados.

O Profeta Isaías diz (Isa. 53:5-6): «Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. Todos nós andámos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.»

Jesus tornou-se o nosso substituto na cruz, ao tomar o nosso castigo e ser julgado em nosso lugar, por isso é justo sermos salvos.

A justiça não pode castigar uma pessoa duas vezes pelo mesmo crime. Logo, como Jesus Cristo foi castigado pelos meus pecados, eu fiquei livre. Por isso «…​não há condenação para os que estão em Cristo Jesus.» É justo sermos salvos.

Em segundo lugar, é justo sermos salvos porque Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia.

A Bíblia diz em Mat. 28:5-6: «Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia.»

A ressurreição de Jesus Cristo, foi um dos actos mais importantes do cristianismo. Os profetas disseram que Ele ía ressuscitar. Jesus mesmo afirmou várias vezes que depois de morrer, passados três dias, ressuscitaria. Apesar das medidas de segurança das autoridades para evitar a ressurreição, JESUS RESSUSCITOU, na madrugada do domingo.

A Bíblia diz que Jesus ressuscitou pelo sobre-excelente poder de Deus.

A ressurreição de Cristo demonstrou três grandes coisas:

  • Que tudo o que Jesus Cristo pregou e ensinou era verdade. Se Ele cumpriu o mais difícil, pode cumprir tudo o resto.

  • A sua vida e obra, inclusivé o Calvário, foram aceites por Deus Pai, satisfizeram a sua justiça. O seu sangue foi aceite como purificador dos nossos pecados.

  • Cumpriu-se a Escritura que diz: «Por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação»

É justo sermos salvos, porque Jesus ressuscitou de entre os mortos. A nossa salvação não se baseia em teorias, em filosofias ou em crendices religiosas. A nossa salvação é o produto da morte real, e da ressurreição real do Senhor Jesus Cristo.

O segundo pólo da justiça divina está na nossa salvação no Calvário.

Os remidos pelo sangue de Jesus não entram no Céu acanhados, envergonhados e de cabeça baixa. Eles entram no Céu com direitos. A Bíblia diz em Apo. 22:14:

«Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas.»

A nossa salvação no Calvário, é um acto da justiça de Deus, que nos tornou filhos e herdeiros. Por isso o Céu é nosso e nós entramos como filhos do Rei, aos gritos de louvor e com brados de júbilo e alegria ao Cordeiro, Jesus Cristo, que nos comprou com o seu precioso sangue e pagou toda a nossa dívida. Aleluia! Aleluia! Aleluia.

É justo sermos salvos, porque nós cremos e aceitamos o sacrifício feito por nós.

Conclusão

Os dois pólos da justiça divina juntão -se no calvário: a justiça da condenação e a justiça da salvação. O Calvário que salva, é também o Calvário que condena.

Os que não crerem serão condenados, e é justo serem condenados, porque a salvação lhes foi oferecida de graça e não a quizeram. Recusaram a graça e o amor de Deus e continuaram a pecar. Jesus disse: «…​quem não crer será condenado.»

Prezado ouvinte, se tu não creres e não aceitares o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, por ti serás condenado.

Os que creram e aceitaram, é justo serem salvos. Porque Jesus Cristo tomou o nosso lugar, «…​foi ferido pelas nossas transgressões, e moido pelas nossa iniquidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras somos sarados».

A Bíblia diz em Rom.8:1: «Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.»

O Calvário aconteceu em Jerusalém, no centro do mundo, no meio do caminho da perdição. Toda a gente chega ao Calvário perdida «…​porque todos pecaram…​».

No Calvário há uma bifurcação. Dele saiem dois caminhos distintos: um vai para o Céu e o outro vai para o inferno. Todas as pessoas que chegam ao Calvário vão seguir por um destes caminhos. Jesus chamou-lhes o caminho largo que vai para a perdição e o caminho estreito que vai para o Céu.

Todos estamos, hoje, diante do Calvário e precisamos escolher o nosso caminho. Quem escolher o caminho da perdição é justo que se perca e quem escolher o caminho da salvação é justo que se salve.

Publicado em 2016-08-04

Para Trás

Para Trás